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domingo, 9 de agosto de 2009

"Cabeção" volta à cidade e é ouvido pela segunda vez no Fórum de São José do Calçado

serginhojornalismo28@gmail.com







Nas fotos: O que sobrou do taxi, a perícia recolhendo o corpo do menor Fagner, de 13 anos e Hélio "Cabeção" que se mostrou frio o tempo todo.
O Fórum de São José do Calçado foi o palco da segunda audiência de Hélio Dias Leite – Cabeção, acusado de praticar crimes hediondos, entre eles, o do menino Fagner Rocha, de 13 anos. A audiência se deu na quinta-feira (6), onde foi montado um forte esquema de segurança. Por se tratar de um elemento de alto grau de periculosidade, após a audiência, Hélio Leite Rodrigues foi levado imediatamente para o presídio de Viana.

Hélio Leite Rodrigues - “Cabeção”, confessou assassinar e atear fogo no corpo do taxista Adenilson Fonte Boa Pereira, 45 anos, numa zona rural de São José do Calçado chamada Palmeiras, no dia 10 de agosto de 2007 e, no dia 6 de agosto de 2007, de ter assassinado o menor de 13 anos, Fagner dos Santos Rocha, morador de São José do Calçado, com vários golpes de punhal.

Seu comparsa Warlem Santos Pereira – “Pretinho” 18 anos, que o auxiliou no crime do taxista e do menino Fagner, embora confessasse que “Cabeção” também seria o responsável pelos assassinatos do campeiro Edmilson Barone, 33 anos, no dia 3 de junho de 2007 e, de um homem chamado Alonso, Hélio nega essas acusações.

Segundo informações da polícia, “Cabeção” já foi julgado pelo assassinato do Taxista Adenilson Fonte Boa e recebeu uma pena de 24 anos de cadeia. Porém ainda será julgado pelos crimes do menor Fagner dos Santos Rocha e do Campeiro Edmilson Barone.

Apreensão

Nos dias em que Hélio Leite Rodrigues ficou na Delegacia de São José do Calçado muito se perguntou se havia segurança para abrigar o homem que para muitos é uma lenda, um bruxo, maníaco de sangue frio e para outros um covarde que só agia em bando e, que segundo populares e amigos dele, teria feito um pacto com o diabo.

Após se tornar uma lenda aonde chegou até se falar que o acusado de crimes hediondos se transformava em toco de cedro-branco e as balas de revólver desviavam de seu corpo, Hélio Leite foi denunciado por um travesti e acabou preso pela Polícia Militar da cidade de Miracema (RJ), na madrugada do dia 25 de janeiro de 2008, uma sexta-feira.

Regenerar
Na foto: "Cabeção" se diz arrependido e quer mudar de vida



Um dia antes da segunda audiência no fórum de São José do Calçado, o homem que fez com que os moradores de São José do Calçado ficassem em uma rotina de ‘toque de recolher’ em seus dias de fugas, amedrontando a todos, disse na Delegacia do Município que está arrependido pelos crimes e que deseja cumprir sua sentença em São José do Calçado. “Onde estou é difícil e não é vida para ninguém. Aqui estou perto de minha família e quero ser um novo homem e regenerar-me”, disse.

Diabos, tocos de árvores, lendas e correntes que se arrastam

A reportagem conversou com um morador de São Pedro do Itabapoana, Distrito de Mimoso do Sul que após ouvir sobre a sinistra história que cerca a vida de Hélio Cabeção, contou sobre um homem que amedrontou o distrito de São Pedro do Itabapoana na metade do século passado e que em muitos aspectos se parece com a vida de Hélio Leite Rodrigues. Segundo o morador, havia um homem chamado G. P e que esse homem foi responsável por muitos crimes hediondos e que ele não perdoava sequer as crianças. “Meus pais falavam que ele fez um pacto com o diabo e bebia sangue de bode em seus rituais. Ele matava as pessoas com armas brancas e tocava fogo. Entrava nas casas dos outros e defecava nas panelas cheias de comidas. A polícia atirava nele e as balas desviavam e ele virava toco”, disse, afirmando ainda que o temível homem certa vez quando cercado pela polícia dentro de um canavial, a polícia colocou fogo no canavial e ele saiu em forma de um cachorro e que foi preciso vir um sargento de Vitória que conseguiu quebrar o encanto dele e ai conseguiram prendê-lo.
O homem ainda contou que o túmulo de G. P é famoso por ser todo acorrentado e que vive rachando. “O túmulo de G.P é pouco visitado, pois muitos têm medo dele, uma vez que o padre foi lá jogar água benta, para tentar parar a força maligna que envolve o túmulo e, durante a noite ouve-se gritos e correntes se arrastando”, ponderou.

Outros moradores disseram que procuram não falar o nome dele, pois atrai forças negativas.

Em São José do Calçado um pastor explicou que onde se viveu escravos e cidades antigas como no caso São Pedro do Itabapoana e Ouro Preto (MG), servem como moradia das forças do mal e que realmente correntes se arrastam e que uma pessoa tomada pelo diabo comete crimes hediondos jamais imaginados. Já um outro morador de São José do Calçado conheceu a história de G.P: “Meu amigo Jamir Bullus me falava desse homem quando eu era mais novo e ele dizia que ele era o diabo em forma de pessoa”, disse.

Acompanhem o caso

ASSASSINATO DURANTE A FESTA DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE CALÇADO AINDA É MISTÉRIO

Na manhã de 4 de junho de 2007, segunda-feira, em São José do Calçado, por volta das 7h 20 min, um corpo foi encontrado com dois tiros. Nada de suspeito e sem saber o motivo que levou ao assassinato do lavrador, provavelmente na madruga de domingo.

Um campeiro que conduzia o gado para apascentar, encontrou embaixo de uma árvore, no meio do pasto, o corpo de Edmilson Barone, 33, que residia em São José do Calçado. Depois que a perícia chegou ao local do crime, foi que a polícia pôde ter contato com o corpo. Edmilson Barone foi assassinado com dois tiros, um na região auricular esquerda e outro no ouvido direito.

A vitíma foi encontrada próximo uma estrada que liga a rodoviária com o asfalto de Calçado x Bom Jesus do Norte. A família de Edmilson acredita que os assassinos (?), o guiaram até o local para fazer um assalto, já que ele, Edmilson, estaria com dinheiro no bolso, pois havia recebido por seus afazeres prestados. Não foi encontrado nem um centavo junto ao seu corpo.
Conta a família que Edmilson foi visto pela última vez na madrugada de domingo, por volta das 2 horas. “Edmilson não tinha problemas com brigas e drogas”, articulou um amigo de Edmilson. “O que eles fizeram com ele foi mesmo uma covardia”, finalizou a tia da vitima.

Um comerciante que possui um bar próximo ao local do homicídio disse que a vítima teria passado em seu estabelecimento por volta das 21 horas de sábado, e que lhe teria dito que naquela noite ele deveria ter muito cuidado na festa, uma vez que a cidade se encontrava super movimentada, devido ao show da dupla sertaneja Teodoro e Sampaio.

O corpo de Edmilson Barone foi sepultado na terça-feira, dia 5. A policia ainda não tem pistas concretas sobre o autor ou autores do homicídio.


Menino de 13 anos é assassinado em São José do Calçado


Foi encontrado na manhã de terça-feira de 7 de agosto de 2007 no loteamento São Domingos, uma área rural da cidade de São José do Calçado, por volta das 6 horas, o corpo do estudante Fagner dos Santos Rocha, 13 anos. Segundo a polícia no corpo da vítima havia oito perfurações feitas por balas disparadas de calibre 6.35 ou 7.65, conforme a espessura das perfurações.

A família de Fagner dos Santos Rocha contou que depois do almoço do dia 6 de agosto, segunda-feira, ele, Fagner, não voltou mais para casa. A Avó do menino comentou que recebeu um telefonema anônimo dizendo que ele estaria ferido numa localidade de nome Pista de Laço do Carrim, mas a informação era falsa. Fagner foi encontrado pelo irmão Luan dos Santos Ana, na manhã de terça-feira, dia 7, a apenas trezentos metros de sua casa, com oito perfurações, sendo elas na região do tórax, do ombro e do peito.

Os policiais acreditam que seis balas foram atiradas contra o adolescente, já que duas delas atravessaram o corpo do menino.

A Polícia Militar acredita também que Fagner pode ter sido assassinado em outro lugar e depois abandonado no local aonde foi encontrado, já que, não foi encontrada nenhuma cápsula das balas disparadas contra o adolescente, no local.

A Polícia Militar ainda informou que não há nada que comprove o envolvimento do garoto com drogas, álcool ou brigas, o que dificultará ainda mais as investigações do caso, uma vez que, o menino tinha uma convivência boa com todos que o conhecia.

Fagner dos Santos Rocha era estudante e morava em São José do Calçado com seu pai Aquiles Gonçalves da Rocha e sua mãe Andréia da Silva Ana, além dos irmãos.

Depois de perfurado com um pedaço de vergalhão, taxista é morto.

Enquanto a população se mobilizava na manhã de sexta-feira, dia 10 de agosto de 2007, em São José do Calçado, pedindo paz e justiça aos homicídios ocorridos nos últimos meses, no município, outro crime já estava planejado para acontecer naquele mesmo dia. O taxista Adenilson Fonte Boa Pereira, 45 anos, foi vítima de mais um dos crimes que vem deixando a população do município com medo.

Depois de aceitar uma corrida, Adenilson foi levado para uma mata, onde foi morto queimado, dentro do carro que trabalhava. Mas, antes de atear fogo, o assassino perfurou a vítima com um pedaço de vergalhão.

O primo da vítima, Marlon Abreu Teixeira, 27, registou, na sexta-feira, uma ocorrência, quanto ao desaparecimento de Adenilson. Iniciando as investigações, a polícia recebeu uma informação de que a última corrida de Adenilson teria sido para Ana Maria Ramalho Ribeiro. Com esta informação, a polícia deteve a suspeita que foi levada à delegacia, para averiguações. Ana Maria confessou o crime e revelou os nomes dos outros acusados: Rodrigo Luiz Barcelos da Silva, 22, Warlem Santos Pereira, 18, e Hélio Leite Rodrigues - vulgo Cabeção, 26 anos Ainda na sexta-feira, Rodrigo e Warlem foram presos, Hélio fugiu pelas matas do município.

Ana contou que foi Hélio e Warlem quem roubaram a vítima, matando-a em seguida. Warlen conta que ele teria sido convidado apenas para assaltar. “Fui convidado pela Ana para fazer um assalto a um taxista, junto com o Rodrigo e o Hélio. Iríamos só roubar, mas Hélio decidiu matar a vítima”, disse.

Segundo os criminosos, não havia um taxista certo para ser a vítima. O primeiro que aceitasse a corrida seria assaltado e, conseqüentemente, assassinado. Segundo informações, outros três taxistas haviam recusado fazer a corrida. Os assassinos levaram da vítima uma quantia, em dinheiro, no valor de R$ 600,00, e dois aparelhos celulares.

Hélio Leite Rodrigues, Cabeção, até o fechamento desta edição ainda estava foragido nas matas da cidade. Dezenas de policiais civis, militares, da P2 estão à sua procura. Segundo os policiais civis, Marcelo Ourique e Édino Saloto, já havia um mandato de prisão contra Hélio Leite, por furto. Ele estava foragido do Rio de Janeiro e se escondia na mata há mais de três meses.

A caminho da execução

No final da manhã de sexta-feira, 10, Ana Maria, moradora do Bairro do Grilo - Vala começou a procurar por um táxi para executar o plano. Adenilson Fonte Boa atendeu ao pedido da cliente e foi buscá-la em sua casa. Chegando lá, ela entrou no carro com Rodrigo e Warlem e levaram o taxista para a divisa, entre São José do Calçado e Bom Jesus do Norte, onde Hélio estava à espera.

Ainda no carro, eles disseram ao motorista que teria de passar na Fazenda Ferreira, pois teriam de pegar algumas roupas na casa. Ao chegar à fazenda, Adenilson foi convidado a tomar um café. Dentro da casa, o taxista foi rendido pelos quatro e teve suas mãos amarradas, sendo jogado em seguida no porta-malas do táxi. Os quatro se apossaram do veículo e seguiram em direção à localidade de Palmeiras, zona rural do município, localizada a aproximadamente 7 quilômetros do centro da cidade




A execução

De acordo com informações, que ainda estão sendo apuradas, os criminosos, por volta das 14 horas, estacionaram o carro próximo a uma cerca de arame farpado, quando Ana e Rodrigo desceram para vigiar a estrada. Enquanto isso, Hélio, acompanhado de Warlem, subiu para mata adentro, seguindo por uma estrada estreita. Ao chegar no final da estrada, o taxista foi retirado do porta-malas, teve seu corpo furado com um pedaço de vergalhão e, ainda vivo, foi jogado para o banco de trás do carro. Em seguida, os assassinos atearam fogo no veículo com Adenilson dentro. Os quatro criminosos voltaram para a cidade a pé.

A busca

Depois de investigar as possíveis suspeitas e deter alguns dos criminosos, a Polícia Militar, juntamente com Warlen Santos Pereira, foi até o local do crime, o que só veio a acontecer por volta das 21 horas. No local, foi encontrado o carro completamente queimado e, na parte do banco traseiro, o corpo da vítima carbonizado. A perícia chegou ao local, por volta das 4 horas e os restos mortais foram encaminhados para Cachoeiro de Itapemirim, seguindo depois para Vitória, aonde seria feito o DNA.

Adenilson Fonte Boa morava em São Gonçalo e estava em São José do Calçado há apenas 10 dias, trabalhando de taxista com o seu tio.

Cidade em pânico




Com a morte de Adenilson, este passa a ser o sétimo homicídio cometido no município de Calçado, em menos de três meses. Essa criminalidade vem assustando a população local. Bares estão fechando mais cedo, pessoas evitam ficar nas ruas depois das 23 horas, o sossego de cidade pequena acabou desde que foi encontrado um corpo no corte, beira do asfalto, no dia 4 de junho, um dia após a festa do município. A Polícia Civil investiga todos os casos e garante que os responsáveis, por cada homicídio, serão presos e cumprirão a pena, de acordo com que a justiça determinar.

Proporcionalmente, São José do Calçado está quase com o mesmo número de homicídios, este ano, que a Grande Vitória teve, durante todo o ano de 2006. Ano passado, a média de homicídios, por habitante, na Grande Vitória foi de 7,67, por habitante, enquanto em Calçado, este ano, já é de 6,66.


FUGITIVO DA JUSTIÇA É PRESO PELA POLÍCIA MILITAR

A Polícia Militar da cidade de Miracema (RJ) prendeu no inicio da madrugada do dia 25 de janeiro de 2008, uma sexta-feira, Hélio Leite Rodrigues - “Cabeção”, procurado pela polícia depois de assassinar e atear fogo no corpo do taxista Adenilson Fonte Boa Pereira, 45 anos, numa zona rural de São José do Calçado chamada Palmeiras, no dia 10 de agosto de 2007.

Hélio Leite Rodrigues, 26 anos, foi preso na cidade de Miracema (RJ), onde de acordo com a polícia estaria morando com um Homossexual. Depois de preso pela Polícia Militar, os investigadores da Polícia Civil de São José do Calçado, Nélio Couto, Cláudio Gualhande e Marcelo Ourique se deslocaram até a cidade de Miracema, e trouxeram Hélio “Cabeção” para a Delegacia de Bom Jesus do Norte. Uma hora depois, “Cabeção” foi encaminhado para a Delegacia de São José do Calçado, onde confessou ser o autor de dois crimes, entre eles, o assassinato do menor de 13 anos, Fagner dos Santos Rocha, no dia 6 de agosto de 2007, morador de São José do Calçado.

Após o assassinato do taxista, Adenilson Fonte Boa Pereira, em uma zona rural de São José do Calçado, Hélio “Cabeção” fugiu. Andou pelas cidades de Palmas (MG), Itaperuna (RJ) e Porciúncula (RJ).

Conforme a Polícia Civil disse, foi em Miracema que Hélio “Cabeção” foi preso. “Ele estava morando com um homossexual, rapaz esse que “Cabeção” já conhecia da cidade do Rio de Janeiro. Hélio teria falado para o homossexual sobre seus crimes. Temendo por sua vida, o homossexual denunciou Hélio Leite para a Polícia Militar de Miracema”, afirmou o investigador da Polícia Civil.

A prisão

A Polícia Civil de Miracema fez um cerco policial na casa, onde se encontrava “Cabeção”, na madrugada do dia 25, sexta-feira. Quando detido, disse que não era procurado pela justiça e deu cinco nomes diferentes à polícia, mas acabou se entregando, sem mostrar reação. Hélio “Cabeção” foi transferido para a Delegacia de Polícia de Bom Jesus do Norte, onde não prestou depoimento. Uma hora depois foi encaminhado para a Delegacia de São José do Calçado onde prestou seu primeiro depoimento. Muito calado, Hélio leite quase não falou e não se importou em ser fotografado.

Antes da chegada de “Cabeção”, Warlem Santos Pereira – “Pretinho” 18 anos, que auxiliou no crime do taxista, confessou a participação no assassinato do garoto Fagner, 13 anos, juntamente com “Cabeção” que de acordo com Warlem, Hélio teria sido o mentor do crime. “Cabeção” confessou ter matado Fagner, mas algumas informações fornecidas pelo comparsa Warlem, ele negou.

CRIMES

Warlem “Pretinho”, em seu depoimento disse que “Cabeção” explicou a ele que teria matado Edmilson Barone, 33 anos, por causa de dívidas de drogas. “Pretinho” explanou que Hélio Leite esperou Edmilson passar por um local conhecido como Corte, pois o havia visto na rua durante as festividades da cidade e tinha certeza que ele passaria por ali. Quando Edmilson passou, HÉLIO ficou em cima de um barranco de onde pulou sobre a vítima, assassinando-a.


Além disso, em declaração, Warlem articulou que “Cabeção” roubou de Edmilson a quantia de R$ 150,00 e que no outro dia o procurou dando-lhe R$ 50, 00, para comprar maconha. O corpo de Edmilson foi achado na segunda-feira depois da festa do Município de Calçado, numa pastagem na margem do asfalto do Corte. Para surpresa, ele ainda disse que os crimes foram cometidos com arma branca e não pistola 7.65.

Outros crimes

Em depoimento, Pretinho, que foi comparsa de ‘Cabeção’, articulou que Cabeção explanou que teria matado ainda um sujeito de nome Edmilson por causa de dívidas de drogas. Outro delito que Pretinho disse ter sido cometido pelo comparsa foi contra um sujeito identificado como Alonso.

Pretinho ainda falou que Cabeção tinha conhecimento de um dinheiro que a vítima ‘Alonso’ havia recebido e que havia acertado com uma amiga, que trabalhava em uma casa noturna em Bom Jesus, para levá-lo até a torre, onde a vítima foi assassinada.
A arma usada por Cabeção para matar suas vítimas era de produção caseira. Um punhal feito de vergalhão cilíndrico com a ponta afinada, medindo quase 40 centímetros. O homicida proferiu que utilizava o punhal para lograr a Polícia, pois a perfuração da estocada é semelhante com a perfuração de uma bala de revólver.

Após matar o taxista, Cabeção jogou a arma no mato próximo ao local do delito. No sábado depois da prisão, a Polícia levou Cabeção ao lugar onde assassinou o taxista e lá ele apontou onde se encontrava a arma. De acordo com Pretinho, Cabeção teria que matar 15 pessoas com aquela arma, devido a um suposto pacto que ele teria feito com o diabo. A Polícia Civil informou que outras pessoas estavam na lista dele.




Revolta

Os taxistas de São José do Calçado ao saber da noticia da prisão de Hélio Cabeção, fizeram uma carreata percorrendo as ruas da cidade, inclusive o Bairro do Grilo, onde morava Cabeção. Na chegada de Hélio Leite a São José do Calçado, os taxistas e populares fizeram vigia na porta da delegacia dizendo: “Parabéns, policias militar e civil, vocês prenderam o assassino”.

CABEÇÃO É TRANSFERIDO PARA O SISTEMA PENITENCIÁRIO DE CASCUVE.

O Fórum de São José do Calçado, na quarta-feira, dia 20, às 9 horas, foi o palco da primeira audiência de Hélio Dias Leite – Cabeção, acusado de dois crimes, entre eles, o do menino Fagner Rocha, 13 anos.

O criminoso foi ouvido pela justiça já com a finalidade do processo. Por se tratar de um elemento de alto grau de periculosidade, a transferência de Hélio Leite Rodrigues, foi imediata.

De acordo com o Delegado Ricart Freitas, Hélio ‘Cabeção’, trazia perigo à sociedade e a Delegacia do município não é totalmente segura para a situação. “Trata-se de um caso sério e a comunidade não estava se sentindo segura com Cabeção na cidade. Por segurança da sociedade, achei melhor fazer o pedido de transferência”, afirmou.

Hélio ‘Cabeção’ foi transferido na manhã de quinta-feira, 21, para o Sistema Penitenciário de Cascuve, na Grande Vitória, onde ficará junto a presos com a mesma periculosidade. Não há ainda previsão de quando será o julgamento de Hélio ‘Cabeção’.

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