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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Fibromialgia: um pesadelo prevalente no consultório de reumatologia

É UMA SÍNDROME DOLOROSA CRÔNICA, NÃO INFLAMATÓRIA, QUE ACOMETE 6% DA POPULAÇÃO ADULTA


Por: Sérgio Oliveira
Fotos: Sérgio Oliveira

Suéter vermelho e verde, Fredd Krueger, Rua Elm Street e crianças pulando corda e cantando “One, two, Freddy is coming for you. Three, four, better lock your door. Five, six, grab your crucifix. Seven, eight, gonna stay up late. Nine, ten, never sleep again (Um, dois, Freddy vem te pegar, Três, quatro, feche bem o quarto. Cinco, Seis, pegue o crucifixo, Sete, oito, fique acordado até tarde. Nove, dez, não durma nenhuma vez), lembram o filme “A Nightmare on Elm Street” (1984), aqui no Brasil, batizado de “A Hora do Pesadelo”. A rua Elm Street realmente existe e fica em Potsdam, nos Estados Unidos. O filme é ficção. Entretanto, o portador de fibromialgia sente como se houvesse um Freddy Krueger cutucando seu corpo com aquela luva de lâminas ligadas aos dedos da mão direita. É uma verdadeira noite de pesadelo sem fim.

Considerada a segunda enfermidade mais frequente na reumatologia, a fibromialgia está presente em cerca de 2% a 8% da população. É uma palavra chique – só no papel - criada em 1976 procedido da união das palavras “fibro” - fibra ou tecido conjuntivo, em latim - com os vocábulos gregos “mi” - músculo e “algia” (dor), que em 1992 foi reconhecida como uma doença pela Organização Mundial de Saúde. O Dia Mundial da Fibromialgia é comemorado no dia 12 de maio, e tem como finalidade despertar a atenção para esta doença de difícil diagnóstico e tratamento, às vezes, tão difícil. A palavra dor vem do Latim DOLENTIA, "ato de sentir dor", de DOLERE, "sofrer, sentir dor". Certa vez, o escritor, poeta e jornalista brasileiro Mário Quintana disse se pudesse, pegaria a dor, colocá-la-ia dentro de um envelope e a devolveria ao remetente. E é bem assim a dor de quem padece dessa enfermidade, considerada uma das piores dores da humanidade. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um milhão de pessoas cometem suicídio ao ano. A cada 40 segundos uma pessoa mata a si própria e 5% da população mundial tentará tirar a própria vida pelo menos uma vez enquanto viver. E no rol do suicídio, conforme pesquisadores, o portador de fibromialgia tem alto nível de tendência suicida, pois sofre de dor generalizada incurável a ponto de a medicação muitas vezes não surgir efeito.

Conforme a reumatologista Gabriela de Lannes Monteiro, trata-se de uma enfermidade crônica com forte impacto de dores e cansaço extremo, afetando mais as mulheres entre 20 e 30 anos e, geralmente é causada por uma infecção, lesão ou estresse. 

Lannes explica que a causa provável, que leva a desenvolver a doença, é uma prova dos nove sem conta exata onde quatro mais quatro sempre resultará em cinco

-Surge em qualquer idade independente de países, culturas e grupos étnicos. Por longos períodos, o portador sente dores com sensibilidade nas juntas e nos músculos. Certo grupo de pesquisador crê que seja causada por um descontrole na forma como o cérebro processa os sinais de dor. Embora não haja uma prova exata dos nove da causa da síndrome, existem vários fatores que estão frequentemente associados, como genética, muito repetitivo em pessoas da mesma família, o que pode ser uma referência de que existem algumas mutações genéticas capazes de causar a síndrome, infecções por vírus, doenças autoimunes e distúrbios do sono, sedentarismo, ansiedade e depressão - esclarece Gabriela.

A especialista aponta que mulheres de meia idade com dificuldades em “pegar no sono” estão mais propensas a desenvolver fibromialgia. E os sintomas são dor generalizada, fadiga, dificuldades cognitivas, dor de cabeça recorrente ou enxaqueca clássica, dor pélvica e dor abdominal sem causa identificada (Síndrome do intestino irritável) e problemas de memória e de concentração.

-Após esses sintomas, deve-se procurar um reumatologista. Durante a consulta, descrever todos os seus sintomas e a amplitude das dores, que sente, relatando sobre problemas médicos que teve no passado, bem como os de seus parentes, também todos os medicamentos e suplementos que toma sem esquecer-se de falar se tem problemas ao dormir e eventuais sintomas de depressão e ansiedade - alerta.

A reumatologista, que há 7 anos exerce a profissão, explica que o diagnóstico da fibromialgia é feito por meio da história dos sintomas e do exame físico. E não há testes laboratoriais que possam realizar o diagnóstico, entretanto o médico pode solicitar exames de sangue para que outras enfermidades, com sintomas e características parecidas, sejam descartadas entre os possíveis check-ups.

-O tratamento é mais eficaz quando são unidos medicamentos e cuidados não medicamentosos. O foco é evitar a ineptidão física, tornar mínimo os sintomas e melhorar a saúde de modo geral. O tratamento pode envolver: guerrear contra pensamentos negativos, cultivar um diário de seus sintomas e dores, perfilhar o que agrava seus sintomas, procurando praticar atividades agradáveis - articula a médica.

Lannes reforça a importância de se estabelecer limites e que grupos de apoio são úteis. Entre outras recomendações, destaca seguir uma dieta bem balanceada, evitar cafeína, manter uma boa rotina de descanso para melhorar a qualidade do sono, fazendo sessões de acupressão e acupuntura. Quantos aos casos graves de fibromialgia, devem ser encaminhados a uma clínica especializada em dor.

A Reumatologista pela HUPE/UERJ revela que os medicamentos usados para o tratamento da fibromialgia devem ser somente prescritos pelo profissional da reumatologia, que indicará o medicamento mais indicado para cada caso, seguindo as medidas da dosagem correta e a duração do tratamento.

-Jamais se automedique. Siga à risca as orientações do seu médico, não interrompa o uso do medicamento sem consultá-lo antes e caso o tome mais de uma vez ou quantidades maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula - adverte.

A especialista avalia que a média de tempo para o diagnóstico, entre pacientes de classes A e B, é de cinco anos e, nas classes C e D, pode superar 10 anos. Que os profissionais na área estão habituados a estimar apenas os exames laboratoriais, sendo que a maioria não dispõe de tempo para escutar o paciente que perambula de ambulatório em ambulatório, fazendo exames dispensáveis que vinculam o serviço de saúde público e privado. 

-O portador carece ser educado a respeito da natureza da fibromialgia, uma vez que não é um achaque progressivo, abrindo uma janela de esclarecimento de que o tratamento depende da participação ativa dele, proporcionando uma união entre ele e o médico para buscar o melhor modo de amortizar a estricção, aprimorando a qualidade do sono e de praticar exercícios. A depressão é considerada a doença do século, e a fibromialgia é parente dela em primeiro grau, prima ou sobrinha - grifa Lannes. 

Dando números finais, Gabriela enfatiza que os sintomas da fibromialgia variam em relação à hora e ao dia, podendo ter maior incidência matutinal. Cerca de 70% dos doentes queixam-se de perturbações do sono, piorando as dores nos dias que dormem pior, sendo que registros electroencefalográficos podem apresentar alterações em relação às perturbações do sono. Ainda há relatos de casos de fibromialgia que principiam após uma infecção bacteriana ou viral, um traumatismo físico ou psicológico. E o método da RPG beneficia além disso a flexibilidade do passivo, ressaltando que a duração e frequência das sessões dependerão do quadro de cada indivíduo.

-Certos estudos indicam que pessoas com esta enfermidade apresentam níveis baixos de algumas substâncias importantes, particularmente, a serotonina e níveis elevados de proteína P relacionados com a dor. Como a causa da doença é desconhecida, muitos a classificam como Síndrome Astenia Crônica / Doença Reumática. Os portadores apresentam redução de seretonina e ácido 5 - Hidroxindolacético no LCR e no plasma, assim como elevação da substância P no LCR e hipovascularização de algumas regiões cerebrais - elucida, deixando bem claro que não é uma doença psiquiátrica, e o doente não é simulador “Piegas” - realça, reforçando mais uma vez que o paciente se inspire nos gatos que vivem se alongando, retornando a alguma atividade física o mais precoce possível, preferencialmente recomendada pelo médico, pois isso o ajudará a sair da pior fase de dor e impedir novas crises, sendo a causa provável, que leva a desenvolver a doença, uma prova dos nove sem conta exata onde quatro mais quatro sempre resultará em cinco.

A profissional enfatiza que o paciente se inspire nos gatos que vivem se alongando, retornando a alguma atividade física o mais precoce possível, preferencialmente recomendada pelo médico

MUSICOTERAPIA

Conforme pesquisadores da Universidad de Granada, Espanha, a musicoterapia uma vez compatibilizada a outras técnicas de ‘relax’, 

CONSULTAS PARA Drª GABRIELA

Clínica Geral – Reumatologia

Endereço: RUA TOMAZ TEIXEIRA DOS SANTOS, 98 - SALA 210

CIDADE NOVA - Itaperuna – RJ

Telefone: (22)38245995

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